Anoiteceu e eu continuo na mesma melancolia, perdida em recordações. O Outono chegou mas com ele nem tudo surgiu. Sinto saudades da lareira acesa, da manta usada de malha macia, aquela que a minha avó tricotou ainda eu era menina. Uso-a com imenso carinho, é daqueles "trapos" que nunca irão sair da minha vida. Mas, como falar de mantas com este calor ameno que se mantém. Mas nem por isso as noites deixam de ser mais longas e solitárias. As primeiras chuvas deveriam começar a cair e com elas lavaríamos a alma e molhávamos o corpo, cansado por esperar. Esperar que algo de novo aconteça, o inesperado... Eu gosto de mudanças, conhecer pessoas novas. Mas cada pessoa anda atarefada demais com o seu dia a dia, com os seus problemas reais ou inventados. Se ao menos o frio chegasse haveria uma tendência natural para nos fecharmos mais em casa, sairmos menos. É bom ficarmos a ouvir o vento a bater forte nas vidraças, a chuva que cai no chão e salpica tudo à sua volta. Mas até mesmo com a sensação que a chuva me dá, invento. Perco-me na poeira, nas chuvas e no frio da saudade, enquanto imagino pisar as folhas secas que vão caindo das árvores como lembranças de outros tempos, outras pessoas, outras coisas... Coragem "O caminho é duro...Há esta dor de ter partido e não chegar ainda... É esta estrada que não finda...Esta coragem.Esta ilusão perdida na infância como uma miragem. Mas não há mais que um amor. Nem há traição alguma nesta viagem."
quarta-feira
Se ao menos...
Anoiteceu e eu continuo na mesma melancolia, perdida em recordações. O Outono chegou mas com ele nem tudo surgiu. Sinto saudades da lareira acesa, da manta usada de malha macia, aquela que a minha avó tricotou ainda eu era menina. Uso-a com imenso carinho, é daqueles "trapos" que nunca irão sair da minha vida. Mas, como falar de mantas com este calor ameno que se mantém. Mas nem por isso as noites deixam de ser mais longas e solitárias. As primeiras chuvas deveriam começar a cair e com elas lavaríamos a alma e molhávamos o corpo, cansado por esperar. Esperar que algo de novo aconteça, o inesperado... Eu gosto de mudanças, conhecer pessoas novas. Mas cada pessoa anda atarefada demais com o seu dia a dia, com os seus problemas reais ou inventados. Se ao menos o frio chegasse haveria uma tendência natural para nos fecharmos mais em casa, sairmos menos. É bom ficarmos a ouvir o vento a bater forte nas vidraças, a chuva que cai no chão e salpica tudo à sua volta. Mas até mesmo com a sensação que a chuva me dá, invento. Perco-me na poeira, nas chuvas e no frio da saudade, enquanto imagino pisar as folhas secas que vão caindo das árvores como lembranças de outros tempos, outras pessoas, outras coisas... Coragem