segunda-feira

Palavras em desalinho...

Nem me pergunto, o motivo destes pensamentos...

Deixo deslizar os dedos pelo frio da vidraça embaciada da minha janela, e nesta chuva, debruço o olhar admirado.

Parecem lágrimas...As minhas, as que vou deixando que caiam em simultâneo...

Sinto a tristeza como um todo, uma ode à real situação dos que sofrem...E eu? sofro porque vivo, aqui no meu canto, tão sóbria de razão e certeza, sem nada para fazer, encho-me de monotonia, de questões desnecessárias ao meu crescimento. Enquanto...

Lamentavelmente, assim é...
Sinto-me inútil, vazia, preenchida somente pelo som da chuva, que bate na minha janela...

Quem me dera ser livre, poder realizar todos os sonhos de menina, correr descalça na relva molhada, que agora ficou. Dançar ao vento, que vai embalando por momentos, a minha noite sombria.
Em que lugares cairá esta chuva? Provavelmente abrigou-se em camas já desfeitas pelo chão molhado, nas ruas da desventura...

Quem me dera poder cantar desafinada, sem critérios de melodias, sem aplausos, sem o palco onde me encontro... Aqui, perdida pelas batidas da chuva no meu pensamento, no meu lugar parado de emoções...

Coragem (?)